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PSICOTERAPEUTA ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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O Labirinto

A vingança é um prato que se como frio… e se paga um preço muito alto por isso.

Os consagrados psicanalistas Phil Stutz e Barry Michels, que atendem grandes personalidades de Hollywood, desenvolveram ao longo das suas experiências um conjunto de ferramentas a fim de ajudar as pessoas a elucidarem e resolverem suas problemáticas de uma forma mais simplificada. Particularmente, estudo e aplico seus métodos com meus pacientes.

Uma das suas abordagens junto às emoções negativas chama-se Labirinto. Para quem não sabe, um labirinto é um sistema composto por passagens, acessos e corredores onde é difícil encontrar um meio ou caminho de saída. É necessário racionalidade, equilíbrio emocional e paciência. Com as nossas emoções negativas também. Não importa como você reage, seja explodindo, retraindo ou atacando, o problema é o mesmo: o sujeito fica tão preso na armadilha da mágoa, raiva, ódio que não consegue seguir adiante, encontrar a saída, fazendo do seu mundo interior um grande Labirinto. Ninguém está imune a este processo, basta existir o estímulo certo.

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A partir do momento que você se encontra dentro do Labirinto o mundo e os outros, muitas vezes, tornam-se o seu objeto de vingança e você num passe de mágica esquece tudo de bom que existe e a única coisa que consegue pensar é no mal que lhe foi causado. Naturalmente seus relacionamentos com outras pessoas e com a sua própria vida começam a ser prejudicados. (Quanto mais obcecado você estiver com o passado, mais dará as costas para o futuro, #ficadica). Agora, o mais frustrante do Labirinto é que mesmo depois que se consegue enxergar que “não foi bem assim que as coisas aconteceram”, o sentimento de culpa será monstruoso e você pode ter colocado amizades, namoro, emprego, por água abaixo.

Por que é tão difícil sair do Labirinto? Estamos presos por causa de uma expectativa humana universal de que o mundo irá nos tratar de forma ‘justa’. Essa nada mais é do que uma suposição infantil de que “se eu for bom, o mundo será bom comigo”. Enquanto você insistir que a vida deve tratá-lo de acordo com o seu senso (infantil) de justiça, continuará preso no Labirinto. Você continuará sendo aquela criança que faz fiasco até conseguir o que quer, caso contrário, suas fantasias irão envolver, sim, sentimentos de vingança. Sua expectativa continuará lá, como pano de fundo, vivinha da Silva e bem acomodada, obrigada, dando vida a todo este processo.

Não é nem um pouco fácil abrir mão de todo esse sistema. Mas aviso desde já que não há resultados sem esforços.

Toda e qualquer emoção negativa que você alimenta fielmente, raiva, rancor, mágoa, ódio, vingança, atingirá só e tão somente você mesmo e não ao outro. É o mesmo que tomar veneno esperando que o outro morra. É você que está morrendo aos poucos, muito bem acompanhado de uma solidão sem fim.

Busque ajuda profissional o quanto antes.

Liberte-se de uma vez por todas do seu Labirinto e resgate você de você mesmo.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista

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