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THERAPIST ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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3 fatores sobre a agressividade que você deveria saber

Caro leitor, não confunda agressão com violência. Todos os seres humanos trazem consigo um impulso agressivo. A agressividade é reconhecida como inerente ao homem. Para Freud, a agressividade é uma condição da fisiologia humana, que necessita de um estímulo ambiental para ocorrer.

É muito comum se utilizar os termos agressão e violência como sinônimos. Basicamente a agressividade, seja por impulso ou reação, implica em energia, força. Já a violência incide no uso da agressividade com finalidade destrutiva e tem uma amiga bem perigosa chamada raiva.  Mas, se você ainda acredita que é tudo a mesma coisa, veja três fatores sobre a agressividade que você deveria saber:

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  1. A agressividade está para a ação e altamente presente na vida psíquica (o emocional) do sujeito juntamente com a ‘dobradinha’ preservação e destruição que todos temos, utilizada em diversas situações inconscientemente para defesa, autoproteção, preservação, iniciativa, decisão, competitividade, entre outros.
  2. A pessoa que não consegue direcionar sua agressividade para fins produtivos apresenta  instabilidade emocional, ansiedade, ‘pavio curto’ e baixa tolerância a frustrações, beirando, certas vezes, a práticas de violência – física, moral e/ou psicológica.
  3. Considerando a agressividade destrutiva, é possível identificar alguns tipos: hostilidade – visa causar danos ao outro, independentemente de qualquer vantagem que se possa obter e geralmente é impulsiva; agressão direta – quando o comportamento agressivo dirige-se à pessoa ou ao objeto que justifique a agressão; agressão deslocada – quando se dirige a agressão a um alvo que não é responsável pela causa que lhe deu origem; autoagressão – quando sujeito pratica a agressão em si mesmo.

A percepção bem como o uso da agressividade (e porque não também da violência) do indivíduo dependerá de um conjunto de fatores que ele terá enquanto referência como seu ambiente familiar, sua cultura, seus valores, o trabalho, os amigos, as redes sociais. O psicólogo britânico Bernd Simon atenta para uma questão importante:  imerso no coletivo, o indivíduo extrapola a si mesmo, para o bem e para o mal. E completo a reflexão com uma citação: “de todas as tendências humanas a agressividade, em especial, é escondida, disfarçada, desviada, atribuída a agentes externos.” Winnicott

Sendo assim, ser agressivo consiste em administrar e equilibrar suas emoções e conflitos internos exercitando seu autocontrole e canalizando seus empenhos para questões diversas da vida sob o caráter construtivo. Mas para isso é necessário conhecer-se. Use a sua agressividade de forma positiva como um grande catalisador de força evolutiva. Dê um passo de cada vez, mas sempre para frente, sem retrocessos!

Procure a psicanálise e faça as pazes com os seus impulsos e com você mesmo. Sua vida agradece. #pensenisso

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista

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