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PSICOTERAPEUTA ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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Ai como eu sou vítima, tenho pena de mim!

Atire a primeira pedra quem nunca, pelo menos uma vez na vida, pensou: “é tudo eu”, “Deus está contra mim”, “essas coisas (ruins) só acontecem comigo”, “o mundo é injusto comigo”, “ninguém me ama, ninguém me quer”. Vez ou outra lamentar-se faz parte de um processo natural de liberação de emoções negativas diante de algo. Preocupante é quando as lamúrias são habituais e constantes, isto é autopiedade.

A autopiedade implica em um sentimento de compaixão, pena por si mesmo, onde o indivíduo se vê vítima de tudo e todos o tempo todo, assumindo uma postura sofredora diante da vida. Trata-se de um modelo comportamental autodestrutivo e sabotador, sustentado por pensamentos negativos de autoderrotismo onde se busca justificar as suas próprias incapacidades através de uma gama de desculpas, construindo assim, uma grande ponte para fracasso e, em certos casos, podendo evoluir para uma depressão.

O psicólogo português Miguel Lucas afirma que a mentalidade de vítima faz com que algumas pessoas adotem permanentemente uma perspectiva de negatividade sobre elas mesmas, atribuindo a responsabilidade dos seus fracassos, contratempos e dificuldades à ausência de algumas capacidades pessoais, ao seu passado ou à sua condição de vida menos abonada, mas ainda assim, pensando que isso não seja uma consequência diretamente infligida por si. Resumindo, ‘ai como eu sou vítima, pobre de mim!’

sou vítima

Por outro lado, é importante considerar os referenciais de vida que a pessoa teve desde a sua infância. O sujeito que cresce em um ambiente onde o contexto comportamental e psicológico dos demais consiste em padrão negativo, sofredor e de vitimização, diante de si e do mundo, assim ele tomará como verdade e incorporará este modelo à sua personalidade, e, por consequência, repetirá este padrão. Com o passar do tempo, através de outras experiências diversas, surge um conflito interno entre a percepção racional e emocional. O ego (consciente) é capaz de visualizar aspectos positivos e negativos, coerentes e lógicos perante certa situação, mas o id (inconsciente) pode atuar com muito mais força e intensidade, levando-o de volta às suas raízes (sua criação), entrelaçadas com baixa auto-estima, sentimentos de culpa e inferioridade, raiva, mágoas, gerando a autopiedade.

Se você chegou até aqui e está se perguntando o que fazer, digo: busque ajuda profissional e promova transformações significativas para ser realmente ser feliz. A mudança só depende de você. Sua vida agradece.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista

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