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PSICOTERAPEUTA ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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Enfrentar a dor da perda

Aqui no Brasil ocorrem, em média, 25 suicídios por dia. Para cada suicídio, de cinco a dez pessoas, entre eles parentes e amigos, desenvolvem algum transtorno psicoemocional e uma dor tão amarga, tão ácida que parece não ter fim.

Toda perda é dolorosa. Em se tratando de alguém que amamos, admiramos, a proporção do mix de emoções pode potencializar ainda mais esta dor. Anseios como culpa, revolta, vazio, tristeza e choque surgem diante do desespero do sujeito que perdeu a batalha (interna) para si mesmo, chegando, lamentavelmente, a abreviar a própria vida.

sofrimento
A morte de alguém querido é como uma ferida. No início sangra, arde, dói de maneira quase insuportável. Com o tempo, vai fechando. O processo para curar essa ferida é longo, doloroso e único para cada indivíduo. (Adriana Thomaz – psicoterapeuta)

O fato é que existe todo um processo natural de elaboração de três pontos que são interconectados entre si: da dor – permitindo-se senti-la ao invés de reprimi-la, do luto – leia aqui sobre as suas fases e da superação – que é quando os pontos anteriores dão espaço para a saudade e boas lembranças. Mesmo que pareça inacreditável, é possível superar e seguir adiante. Como? Aqui estão algumas dicas:

Fale sobre a sua dor: busque apoio em quem realmente possa confiar e que não irá julgá-lo, e sim, compreendê-lo. Se não tiver, busque ajuda profissional. Por mais doloroso que seja, o ato de falar a respeito implicará em alívio e também ajudará a organizar as suas emoções.

Trabalhe o sentimento de culpa: algumas pessoas passam a se questionar se fizeram o bastante por aquele que se foi e alimentam a ideia de que não nada foi o suficiente, sentindo-se culpadas pelo ato do outro. Outras se culpam por sentirem-se relativamente bem após a perda e alimentam a ideia de que o melhor é não estar feliz, e sim, infeliz.

Atenção ao sofrimento prolongado: quando um sofrimento excessivo consome alguém por mais de um ano, geralmente o problema principal não é a perda em si, e sim algum outro fator que está obscuro e que precisa ser detectado. Isto ocorre por diversos motivos, entre eles, problemas emocionais pessoais que são ativados ou reforçados pela perda.

Cada ser humano é único, reagirá de modo diferente e terá o seu tempo para administrar as suas emoções. Sentir a dor, com certeza, é inevitável, mas permanecer em sofrimento é opcional.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista

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