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3 mitos sobre depressão

3 mitos sobre depressão

Falta de informação correta sobre a depressão apenas contribui para se perpetuar as famosas ‘verdades populares’ que de ‘verdade’ não tem nada.

Já começo afirmando que depressão não surge do nada e muito menos nasce no vácuo, ou seja, existe uma (ou mais de uma) causa e é necessário investigar. Ela está muito mais relacionada com a forma como a pessoa encara a vida, como age e reage diante dela, do que um desequilíbrio orgânico propriamente dito, isto é, trata-se de uma neurose que atinge hoje cerca de 13 milhões de brasileiros.

Usa-se erroneamente a palavra depressão para se descrever inúmeras emoções e comportamentos típicos da vida, dificultando assim a compreensão e tratamento adequado da doença. Veja 3 exemplos de mitos sobre depressão que, com certeza, ou você já disse/pensou ou você já ouviu/leu em algum lugar:

depressão

  1. Depressão é a mesma coisa que tristeza, ou seja, normal. Mito! A tristeza é um elemento comportamental inerente ao ser humano, sendo uma resposta afetiva para algo que não nos fez bem. Dura pouco tempo e não interfere nas suas responsabilidades, ou seja, tristeza é normal. No entanto, ela é apenas um dos componentes (não obrigatório) de um conjunto de sintomas que caracterizam um quadro depressivo.
  2. Depressão é coisa de gente fraca. Mito! Grandes nomes da história, de personalidade corajosa e audaciosa como Isaac Newton, Abraham Lincoln, Napoleão Bonaparte, Michelangelo, entre outros, sofriam de depressão. Fracos?! Depressão nada tem a ver com falha de personalidade, e sim com uma disfunção psicológica enquanto resultado da falta de gerenciamento de conflitos emocionais internos.
  3. Depressão é uma ‘coisa’ muito grave e não tem cura. Mito! Existem diversos níveis de depressão, da mais leve – permeada por mau humor, irritabilidade, apatia, sonolência ou insônia, etc, até estágios mais graves – alimentação quase nula, acamada e até tentativa de suicídio. E sim, é possível se reestabelecer. O uso de antidepressivos não é obrigatório para todos os casos, aliás, leia sobre o mundo maravilhoso dos medicamentos “tarja preta” e entenda melhor sobre esta questão.

Carl Jung conceitualiza a depressão como um represamento de energia que, quando libertada, pode tomar uma direção positiva. A energia fica presa em virtude de algum problema neurótico (conflituoso), porém, uma vez liberada, realmente ajuda na sua superação.

#Ficadica: não faça autodiagnóstico e muito menos siga os conselhos de amigos que praticam ‘achismo’. Se você acredita que não está bem, por favor, procure um especialista e reencontre-se com a sua felicidade.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista

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