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PSICOTERAPEUTA ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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O mundo maravilhoso dos medicamentos “tarja preta”

De acordo com um relatório da ONU, atualmente se consome muito mais medicamentos controlados no mundo do que heroína, cocaína e ecstasy. Os países que disparam no consumo são Estados Unidos, Argentina e Brasil.

Perdi as contas de quantas pessoas já me procuraram com a seguinte questão: “Oi Ana, eu queria marcar uma consulta contigo, mas eu preciso saber se tu receitas medicamento.” E quando digo que não, claro, não há marcação de consulta comigo. Aliás, fica um alerta: SOMENTE médicos psiquiatras podem receitar medicamentos controlados como antidepressivos, ansiolíticos, estabilizadores de humor, etc.

É crescente, e até preocupante, o número de pessoas que buscam apenas o alívio rápido, a pseudo solução, a falsa sensação de bem-estar e tranquilidade, desprezando a necessidade de tratamento adequado para as suas problemáticas – quando realmente são problemas sérios e também os riscos para a saúde, diante do imediatismo coletivo que assombra a nossa sociedade bem como do desejo egoísta infantil.

Remedios-Caros---Um-abraco---Drauzio-Milagres---O-Mundo-no-Seu-Dia-a-Dia---http://drauziomilagres.blogspot.com/

Meus queridos leitores, o famoso remédio tarja preta causa dependência química e não possui o poder mágico de resolver nada sozinho. Além, claro, de trazer sérias complicações orgânicas e psicológicas em médio/longo prazo. Ele só deve ser utilizado em casos muito pontuais, por período determinado e em conjunto com terapia. Caso contrário, parabéns, você continuará alimentando os cofres do mercado farmacêutico (legal e ilegal) que continuarão rigorosamente criando cada vez mais boletas milagrosas.

Cuidado, basicamente o comportamento humano é pautado por associações conscientes e inconscientes. No momento em que, de alguma forma, se constrói o princípio de que “não consigo… sem tomar um remedinho” a situação ficará cada vez mais delicada. O psiquiatra e psicanalista Hemerson Mendes sintetizou muito bem: “contudo, mesmo que haja melhora clínica, o sujeito não passará saber a tabuado do sete, que até então nunca soube, sem que antes tenha estudado.” Entendeu?

Se neste momento você se pergunta sobre o que fazer, deixo uma reflexão do meu grande amigo Carl Jung: “Minha vida é a história de um inconsciente que se realizou. Mesmo com dores, enfrentei meus demônios. Não há evolução sem dores. Não há ser humano sem demônios.” Na vida, certas vezes, o sofrimento é inevitável. E a decisão de se buscar o progresso é opcional.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista

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