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THERAPIST ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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O incrível desejo pelo controle alheio

Do relacionamento amoroso ao trabalho, pessoas controladoras desejam dominar tudo e todos, causando grande sofrimento para si e para o outro, e escondendo muitas vezes sua alta carga de problemas.

O sujeito controlador é aquele que precisa que as pessoas e situações em geral funcionem de acordo com a sua ordem, a sua regra, por acreditar ser ‘o melhor caminho’, o ‘correto’, ignorando ao máximo opiniões e posicionamentos diferentes do seu. Apresentam grande dificuldade em delegar tarefas (centralizadores), de trabalhar em equipe, de relacionamentos e socialização em geral. Fecham-se cada vez mais em um mundo próprio ilusoriamente considerado ‘seguro’ e ‘livre de ‘ameaças’.

 

A psicoterapeuta Eneida Ludgero afirma que por trás deste comportamento controlador há, em boa parte, o sincero interesse em gerar bem-estar para si e para os demais, no entanto, inconscientemente uma grande parcela destes indivíduos apresenta problemas bem profundos de alto grau de insegurança, baixíssima autoestima e falta de administração de frustrações, e agem desta forma por autodefesa. Mas o preço a se pagar é alto: tornam-se criaturas inflexíveis, intolerantes, desconfiadas, teimosas, que se irritam com facilidade; afastando de si pessoas e oportunidades, nutrindo assim infelicidades, rancores, ressentimentos e raiva descompassados no seu corpo emocional.

Onde isto começa? Geralmente lá na infância, enquanto resultado de vivências do seu meio familiar e demais experiências sociais ao longo do seu processo de formação comportamental. Excessos de autoritarismo e/ou permissividade vividos pelo seu emocional influenciam diretamente no desenvolvimento deste traço de personalidade. Basicamente, um aprendizado que exige um reaprendizado.

Fica uma dica: quanto maior o desejo pelo controle alheio, maior o descontrole sobre o seu mundo interior. Traduzindo: “aquilo que não consigo controlar dentro de mim, desejo controlar fora de mim”.

Antes que você pergunte como mudar, sugiro a seguinte reflexão: você realmente quer olhar para si mesmo com lentes de aumento para admitir o que precisa melhorar? Até que ponto você realmente está disposto a fazer esforços para tal? A propósito, você quer mesmo mudar?

Ah, desculpa, esqueci que você está sempre certo em absolutamente tudo o que faz, que você não tem e nem gera problemas, e que na verdade é sempre o outro, você no máximo é uma vítima, logo, não precisa mudar.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista