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PSICOTERAPEUTA ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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Ela não vai aceitar! Parte I

Um caso bem interessante (e mais comum do que você imagina) de uma história real que chegou ao meu consultório. Vamos falar de amor.

ela não vai aceitar parte 1

Certo dia um sujeito me procurou afirmando precisar de ajuda para um grande conflito que estava consumindo os seus nervos e até a sua saúde. Um homem de meia idade, bem apessoado, de grande capacidade intelectual, centrado, comunicativo, condição profissional bem estabilizada, casado por mais de vinte anos e totalmente infeliz. Há tempos queria se separar da esposa. Não sentia mais nada por ela, nem amor, nem admiração, nada. Sexo então.. eles apenas viviam na mesma casa, faziam “média” para amigos e familiares (algo que ele detestava).

Ele dava as suas ciscadas por aí, mas nunca iludiu ninguém. Buscava era sexo mesmo. Entre idas e vindas da vida, conheceu uma mulher que mexeu muito com ele. Não, não transaram. Conversavam horas e horas. A cada mensagem no whatsapp, uma palpitação absurda no coração. Sentia saudade da sua voz, desejava o seu cheiro, o seu sorriso. Nem ele entendia direito como uma mulher que não conhecia tão bem assim poderia deixá-lo em tamanho estado de ansiedade, com as famosas borbulhas no estômago. Cada vez que falava no seu nome, seus olhos brilhavam. Sim, apaixonado.

Após o último “show” da sua esposa, decidiu se separar de uma vez por todas. Na verdade, apenas tomou coragem para fazer algo que estava bem definido na sua cabeça. E aí começou o seu dilema e me procurou. Ele queria seriamente ficar com esta outra mulher, até então não havia se declarado, mas acreditava piamente que ela não iria aceitar um homem recém-separado, ainda com algumas dívidas do seu casamento, uma ex-mulher xarope pra caramba – chegadinha num dramalhão mexicano, e que tinha  certeza no seu coração (mesmo sem saber como) que ela era o seu amor. E me dizia diversas vezes: “dra., ela não vai aceitar!”

Basicamente ele projetava aquela dupla cruel chamada Medo e Insegurança na pessoa dela. Toda vez que verbalizava ‘ela não vai aceitar’, na verdade, falava ‘eu tenho medo’, algo que não admitia para si próprio. Como justo ele, um sujeito tão vivido, a esta altura da vida se sentiria tão acuado e não saberia lidar com uma situação de conflito como esta! Enrolou como pode. Por diversos momentos tomou coragem. “É hoje dra.!” Chegava na hora, travava, nem uma palavra sobre o que realmente sentia e queria. Faltou no último encontro, pois havia congelado em casa e quase fez um buraco no chão da sala de tanto que andou de um lado para o outro.

“Dra. Não fui, não consegui, e pior, ela ligou e não atendi o telefone. Pior ainda, já se passaram três dias e não liguei pra ela. Estou com vergonha, não sei o que dizer, não sei o que fazer, não sei nada. Só sei que eu amo essa mulher e quero ficar com ela. O que é que eu faço?”

A segunda parte e o final desta história você confere amanhã, dia 06, aqui no blog!

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista

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