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ANA CRUZ PSICANALISTA

“Tudo flui quando sentimos bem-estar mental. Aprenda que tudo é possível.” Fritz Perls – psicanalista
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Suicídio

Ao contrário do que várias pessoas pensam por aí, tirar a própria vida tem muito mais a ver com um ato de coragem do que um reflexo de uma fraqueza.

Já expliquei aqui no blog que depressão ‘não é coisa de gente fraca’. Grandes nomes da história, de personalidade corajosa e audaciosa como Isaac Newton, Abraham Lincoln, Napoleão Bonaparte, Michelangelo, entre outros, sofriam de depressão. Fracos?! (Leia o texto completo: 3 mitos sobre depressão e saiba mais.) A depressão é o resultado de um ato frustrado de adaptação e super amiga da angústia.

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Coragem não é ausência de medo, e sim a capacidade de levá-lo consigo e dar um passo adiante. Meu amigo Freud utilizou o termo ‘medo’ em oposição a ‘angústia’ para designar a reação do sujeito face a algo identificado pelo seu inconsciente como perigo, seja este considerado  real ou imaginário.

De acordo com o Dicionário Internacional de Psicanálise, o suicídio é um ato sintomático que, na maioria das vezes, se insere no quadro das depressões e melancolias. Sua razão é significativamente variada, complexa e singular, visto que se caracteriza ao mesmo tempo por um desmoronamento do Eu, passando por diversos caminhos como autocensuras, diminuição ou até perda total da autoestima, bem como por uma onipotência mágica que permite aniquilar os perseguidores internos.

Sintetizando, pode-se dizer que o suicídio trata-se de uma incapacidade do sujeito de tolerar sua realidade interior, somado a diversos outros elementos, como, por exemplo, culpa, solidão, desespero, entre outros.

E para refletir: “a passagem ao ato suicida dependerá de um encontro que vai favorecer a queda da fantasia na realidade.” Sophie de Mijolla-Mellor – psicanalista francesa, professora de psicopatologia e psicanálise na Universidade de Paris. Para esta passagem é necessário coragem.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista[:]

9 thoughts on “Suicídio

  1. Discordo, ainda não convence de que escolher o caminho mais fácil que é o suicidio para “resolver” os problemas de uma só vez e/ou por não ter coragem de suportar o que imagina que virá adiante, seja um ato de coragem. Tudo bem que a depressão é uma doença muito dificil de lidar e a situação que a pessoa possa estar seja realmente difícil, mas temos que ser humildes, aceitar o problema e de que precisamos de ajuda, ter garra de seguir em frente e fazer o que for necessário, eticamente, para resolver nossos problemas e continuar nossa jornada na Terra. Fora que dessa forma não resolve problema nenhum, só se escapa deles… e pra quem acredita na vida após a morte e afins sabe que cometer suicídio não é lá das melhores escolhas.

    1. Bruno, entendo e respeito o teu posicionamento. O tema suicídio é bem complexo. Não cabe a mim convencer ninguém de nada, e interpretação do meu texto se dá de modo único e singular de cada sujeito que o lê. Grande abraço.

  2. Ainda que muitos julguem uma fuga, imagino a força e a coragem dos últimos momentos. Quem tira a própria vida, deve estar muito decidido e fazer um planejamento muito minucioso.
    Antes de morrer de verdade, por certo já havia imaginado muitas vezes a morte e seus possíveis desdobramentos.

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