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PSICOTERAPEUTA ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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Amor, to grávida

E ainda existem mulheres que acreditam na “funcionalidade” de uma gravidez para salvar e/ou segurar namorado, marido… tolinhas!

Você é aquela mulher que se vê como moderna, independente, bem resolvida, de bem com a vida e que se vira em mil para dar conta de todos os seus compromissos com louvor. Segue fielmente a filosofia do “não é que eu tenha razão, só que eu tenho certeza que eu estou certa”, não admite os seus conflitos interiores e prefere manter a pose da mulher maravilha.

Só que por trás de toda essa ‘personalidade contemporânea’ há aquela mulher insegura, idealizadora, com baixa autoestima, afetivamente carente, portadora das suas doses de inveja e uma pitada de sentimento de inferioridade, esforçando-se ao máximo para sufocar em si mesma a angústia provocada por este conjunto de elementos emocionais que, assim, instigam tal comportamento.

mulher maravilha grávida

O perigo se constrói quando esta mesma mulher projeta tudo isso no seu parceiro, o tornando corresponsável na realização desesperadora dos seus desejos a fim de manter viva as suas defesas diante de tamanho desprazer compreendido pelo seu inconsciente. De início são mil flores, se completam. Porém com o passar o tempo o parceiro tender a lutar cada vez mais por espaço e por se valer a sua opinião, se tornando um processo desgastante e cansativo.

Pronto, alerta vermelho. Suas fantasias de que estava tudo sob controle começam a desmoronar e ela se transforma em um verdadeiro ponto de interrogação ambulante tentando encontrar a melhor saída para as coisas no (seu) eixo novamente. Eis que surge a ‘grande ideia’, que tal um filho? Sim, um filho seria o ideal para tapar esse buraco que se formou entre o casal que beira o fim do relacionamento e logo surge uma gravidez. Aham, só que não.

Na prática o resultado é bem outro. Mulheres com este perfil estão, inconsequentemente, criando uma geração de frustrados em demasia que descarregam cada vez mais o peso dos seus anseios onde encontrarem a sensação de liberdade, como, por exemplo, no álcool e nas drogas. Frutos de uma disfuncionalidade emocional não tratada, e típica enquanto reflexo do padrão de comportamento feminino atual que prega ao quatro ventos de que o ideal de mulher é aquela mulher maravilha, e para isso ela deve ao mesmo tempo ser dona de casa, ter uma atividade profissional que a sugue, fazer aquele jogo de que quer um companheiro, mas também não precisa, ter tempo para tomar uma cervejinha com os amigos e claro, ter um filho. E não é que elas compram essa ideia!

Por um mundo com menos problemas, e mais solução, por favor.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista[:]

2 thoughts on “Amor, to grávida

  1. Ana, e ainda tem gente que chama isso de amor. Esse tipo de atitude reflete egoísmo – portanto, “Cada um colhe o que Planta”. Depois não adianta reclamar certo?

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