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ANA CRUZ PSICANALISTA

“Tudo flui quando sentimos bem-estar mental. Aprenda que tudo é possível.” Fritz Perls – psicanalista
seja bem-vindo

Em 2015, recomece

Em entrevista, cantora Deborah Blando diz: “O sofrimento na minha vida me fez crescer. Sofri muito. Tive pânico, depressão e me enfiei num buraco que não sabia como sair. E consegui.” Sabe como? Com a psicanálise!

Desde já os convido, meus queridos leitores, a deixarem de lado seus mais diversos julgamentos quanto à figura pública da cantora Deborah Blando e olhem apenas para o ser humano da Deborah. Ok, agora podemos começar a conversar.

Em entrevista ao site IG, Deborah, 44 anos, falou sobre uma dura fase da sua vida. Passou oito anos afastada dos palcos e da carreira artística onde tratou-se de síndrome do pânico, depressão, drogas e o vicio em remédios. Encontrou sua luz no fim do túnel na psicanálise, sua paz interior no budismo e deu a volta por cima. Ela afirma que hoje vê tudo muito diferente. Encontrou no budismo a sua filosofia de vida e sua meta vai além da carreira profissional. Sua intenção é ser uma pessoa melhor e ajudar os outros. “O que me dá força é minha força interior” diz ela.

Para entender como Deborah chegou no hoje, é necessário visualizar o ontem. Veja abaixo trechos importantes desta entrevista e saiba como a psicanálise contribuiu consideravelmente neste processo:

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IG: Em que momento você se transformou no que é hoje e o que seus problemas de saúde contribuíram para isso?

Deborah Blando: Você vai mudando. Esses últimos oito anos é que realmente me trouxeram uma transformação maior. Foram os anos que mais sofri na minha vida. Buda fala: “suffering has many good qualities” (o sofrimento tem muitas qualidades). Você fica mais humilde, tem mais compaixão pelo outro. O sofrimento na minha vida me fez crescer. Sofri muito. Tive pânico, depressão e me enfiei num buraco que não sabia como sair. E consegui. A vida foi boa comigo, encontrei uma grande psicanalista, faço psicanálise até hoje, e foram dois anos para eu conseguir largar dos remédios, que era meu grande vício. Quando eu estava preparada, fui morar fora, num templo budista, aonde eu consegui largar todo o resto dos remédios que sobraram. Cheguei lá, me senti tão confiante e capaz que fiz uma loucura: joguei todos no lixo ao mesmo tempo. Fiquei duas semanas sem dormir. Mas eu estava feliz, me sentindo liberta e forte.

IG: Você comentou em uma entrevista recente que precisa de droga para se sentir viva. Essas drogas eram os remédios?

Deborah Blando: São os remédios. Até tive problemas com drogas, mas, por causa dos remédios. O que me deu depressão foi o próprio remédio para a ansiedade, que é do pânico. Virei um zumbi. Começa a tomar anfetamina, qualquer coisa que tenha “ina”. O dia que larguei os remédios, não quis nem mais ver anfetamina, cocaína, ou qualquer coisa assim. Não tinha necessidade. Necessidade do “ina”, cafeína, que seja, era para levantar da cama, do exagero dos remédios que os psiquiatras me entupiram. É um perigo muito grande a psiquiatria de hoje e a indústria farmacêutica. As pessoas querem vender remédios, os psiquiatras querem te manter viciados no remédio, você continua voltando nas consultas, eles te dão um label (rótulo): ‘ah, é bipolar’. Eu tive todos os “labels” que você pode imaginar, cada um falava uma coisa. No final, não era nada disso. Hoje sei, minha família sabe, que não tem essa de bipolar. Isso é um nome que as pessoas dão para poder medicar e a indústria farmacêutica fazer tanto dinheiro.

IG: Em que momento você percebeu tudo isso, e decidiu jogar os remédios fora para recomeçar?

Deborah Blando: Sempre fui careta, nunca usei drogas. No momento em que eu estava começando a usar droga, eu vi que não era mais eu. Porque, eu, jamais usaria. A Deborah, jamais usaria. Pode ter certeza disso. O fato de eu estar usando, tinha uma coisa muito errada.

IG: Você falou dos oito piores anos de sua vida…

Deborah Blando: Não foram oito piores anos. Foram cinco piores anos dentro desses oito. Cinco anos de bastante sofrimento.

IG: O que passava na sua cabeça nessa época? Em algum momento pensou em desistir de tudo?

Deborah Blando: Passava que eu era uma pessoa infeliz. Passava tristeza, sofrimento, eu chorava muito. Passava que eu não sabia como eu iria largar aquilo ali. Achava que aquilo iria me ajudar. Se eu tomasse mais um, de repente, me ajudava mais. Eu estava equivocada, porque acreditei nos psiquiatras e entrei nessa viagem. Você não encontra felicidade em uma pílula. Se a felicidade é um estado da mente, como é que você vai encontrar fora? Eu achava que ia encontrar fora, numa pílula, num relacionamento, numa casa nova.

IG: Você completou 44 anos. Tem medo de envelhecer?

Deborah Blando: Já tive. Passei dessa fase. Uma das coisas que me atrapalhou foi o medo de envelhecer.  Mas hoje em dia estou tão bem. Não troco meu corpinho por um de 20 com a cabeça de 20. Acho que envelhecer é um processo. Você envelhece o corpo, mas amadurece a alma.

Leia a entrevista completa aqui.

E em 2015, recomece. Faça psicanálise e celebre o verdadeiro ano novo, o interior.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista[:]

2 thoughts on “Em 2015, recomece

  1. Olá Ana, tudo bem?

    Entendi perfeitamente a mensagem. Tema oportuno, li recentemente:

    […] COMECE 2015 PENSANDO EM VOCÊ, CUIDANDO DE VOCÊ E SÓ DEPOIS PENSE EM CUIDAR DE OUTRA COISA. “VOCÊ É A PESSOA MAIS IMPORTANTE DO UNIVERSO”.

    Há muito conclui que aceitar quase tudo é uma reação oportunista e de dependência. Que bom que a Déborah despertou.

    Sou admiradora da psicanálise, cuidar das emoções com um bom profissional é maravilhoso por que você aprende a crescer com inteligência e racionalidade. (deixamos de ser coitadinhos pra ser resilientes). Portanto, capazes de superar muitos obstáculos.

    Pra você eu desejo um Feliz Ano Novo!

    Abs,

    1. Oi Raquel! Sou suspeita para falar quanto aos benefícios que a psicanálise traz ahahahaha

      Super concordo com os dizeres que tu citaste, este é o caminho, cuidar primeiramente de si mesmo antes de qualquer coisa.

      A história da Deborah é um grande exemplo de algo que sempre digo aos meus pacientes, nós temos todos os recursos necessários para solucionarmos os problemas que nós mesmos criamos, independente do motivo. E uma frase que ela diz, pra mim, foi muito sábia: “O que me dá força é minha força interior”.

      Te desejo um grande ano novo de muita luz interior! Bjs =D

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