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PSICOTERAPEUTA ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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Novas famílias

A grande discussão que gira em torno da concepção familiar a partir de casais homossexuais. Sim ou não? Leia e descubra.

Recebo diversos e-mails questionando sobre a visão psicanalítica quanto a formação de novos modelos familiares que a sociedade atual abriga (ou não). Falo de casais homossexuais. Seja através do processo de adoção, barriga de aluguel e a simples gestação em si, o fato é que indiscutivelmente esta é uma nova concepção acerca de laços afetivos e da importância do amor.

novas famílias

Em psicanálise, família nada mais é do que uma unidade composta por membros interligados entre si através de elementos diversos, que exercem certa influência uns com os outros, e que apresenta múltiplas finalidades , como por exemplo, prover as necessidades materiais e psíquicas. Simples.

Nota: aos desavisados, homossexualismo não é patologia, mas isto abordarei em um texto futuro.

Robert Stenberg, psicólogo norte-americano, formulou uma teoria segundo a qual o amor englobaria três componentes distintos: a intimidade, a paixão e o compromisso. No que toca à intimidade, de carácter mais emocional, estamos perante uma relação de confiança mútua que inclui a proteção e a necessidade de estarmos perto do outro. É através da intimidade que duas pessoas compartilham as suas experiências pessoais e o que mais íntimo há de si. A paixão, que se baseia essencialmente na atração sexual, envolve um sentimento irreprimível de estar com o outro. Por sua vez, o compromisso é a expectativa de que o relacionamento dure para sempre, numa intenção de comprometimento mútuo. (Leia o texto completo aqui)

É natural, e claro, não obrigatório, que duas pessoas que se amam queiram dar extensão a este amor, nascendo assim o desejo por um filho. No entanto, nasce também a via de passagem para as frustrações, complexos, mágoas e tantos outros elementos mal resolvidos intermitentes no interior de cada um dos sujeitos envolvidos na relação, e que quando não administrados, de um jeito ou outro irão se refletir de modo negativo na nova fase do casal. E o amor que é bom, nada, beira o inexistente.

Pronto, dá ‘caca’ na certa. Basta acompanhar os noticiários diariamente. Altos índices de jovens cometendo crimes diversos, imprimindo na realidade a desestruturação familiar. E quem duvidar, convido a ler um texto aqui do meu blog sobre o caso do rapaz Luan de 24 anos, serial killer de taxistas aqui no Rio Grande do Sul, apenas para se ter uma ideia.

O que a sociedade precisa aceitar de uma vez por todas é que somos todos seres humanos, passíveis de despender amor ao nosso próximo. E que a visão de figura paterna – com o seu devido pênis real, e materna – com a sua vagina real, não passam de um espectro pífio e limitado para pautar o ‘conceito de família’, diante de tamanha importância do amor real tão necessário e importante no processo de formação de um pequenino sujeito: um filho/ser humano. Pois é a partir da doação do verdadeiro amor que surgem os demais valores que aprendemos quando pequenos e que serão o esteio da vida adulta.

Nossa sociedade está doente e para que ela se ‘cure’ precisamos ir na contramão do que nos é imposto. Somos cada vez mais estimulados ao egoísmo maléfico, atingidos de alguma forma pelas perversões alheias, e não percebemos que com isto deixamos de lado tudo aquilo que realmente importa: respeito, honestidade, tolerância, e por aí vai. Lembre-se de que ninguém é mais ou menos que ninguém.

“Onde reina o amor, não há vontade de poder, e onde domina o poder, falta o amor. Um é a sombra do outro.” Carl Jung – meu mestre.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista[:]

4 thoughts on “Novas famílias

  1. Ola Ana… como vai… venho acompanhando seus posts e achei muito interessante…
    Tenho um Casal de amigas que são Homossexual e uma delas tem uma filha de 6 anos que está começando a entender as coisas, porem, ela não contou nada para a menina pois elas evitam contato intimo quando a menina está presente… como essa mãe pode explicar sobre esse relacionamento para a criança,é fato que já está na hora de começar a trabalhar essa condição das duas pra a menina até mesmo que antes cedo do que na adolescência…
    Um grande abraço

    1. Oi Sidneia! Muito obrigada pelo carinho! Bem, acredito que este processo é composto por etapas e cada uma deve ser pensava e trabalhada com propriedade. O primeiro passo a dar junto à criança é estabelecer a importância do amor, carinho, respeito entre as pessoas independente do gênero. Jamais forçá-la a nada, é importante tb respeitar o tempo da criança bem como saber ouvi-la. Grande abraço!

  2. Lindo texto! Infelizmente a pequenez de algumas mentes que pensam que são brilhantes ainda não se deram conta que amor não tem nada a ver com o sexo. Gente boa, gente bacana, gente sensível – independente de sexo ou opção sexual. Desejo um “VIVA” aos bons! se tiver uma grande alma não precisa de identificação. Grande abraço!

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