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ANA CRUZ PSICANALISTA

“Tudo flui quando sentimos bem-estar mental. Aprenda que tudo é possível.” Fritz Perls – psicanalista
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Mulherão: um nicho perdido na sociedade

Em meio a tantos estereótipos diferentes e quase sufocadas pelos silicones alheios, há uma boa parcela do público feminino que reúne muita coisa boa em um único ‘corpo’ e vale a pena conhecer.

Meus queridos leitores, primeiramente titia quer agradecer a todos que se manifestaram sobre o último texto aqui do blog: Tinder – o aplicativo para relacionamentos, através de comentários, e-mails e minhas redes sociais. Confesso que a repercussão foi acima do que eu esperava, principalmente proveniente do público masculino. Obrigada! 🙂

Falando nisso… expus em um ponto específico que homens entre os 28 e 48 anos, ainda hoje apresentam resquícios intrínsecos do bicho homem, de modo implícito, e que tremem as pernas diante do tal “mulherão”.

mulheres tipo mulherão ana cruz

De modo geral, o “mulherão” consiste em mulheres entre 35 e 55 anos, solteiras/separadas/divorciadas, muitas sem filhos (e bem resolvidas com isso) e tantas outras com sua prole, financeiramente independentes, com a vida profissional bem traçada, que se viram nos 30 com a casa e tudo o que este universo compreende, decididas, ousadas, que transparecem autoconfiança e segurança de si, que não apelam para a minissaia e muito menos para ‘aquele’ decote pois sabem a diferença entre o sexy e o vulgar, que convivem muito bem com a sua celulite, que tem conteúdo o suficiente para conversar algo produtivo, falam, olhando nos olhos, tem atitude e iniciativa. E que querem sim um relacionamento sério com alguém e estão abertas a isso, dispostas a doar-se e calejadas com as experiências amorosas anteriores. Sabem o que querem.

Estas mesmas mulheres também têm as suas carências afetivas, frustrações, desejos, sonhos e fantasias. E quem não tem? Elas também têm defeitos. E quem não tem? Choram com um simples guardanapo escrito ‘eu te amo’, com uma rosa surpresa no meio do horário de trabalho e com a propaganda de natal com a mesma verdade do seu coração. Querem dormir de conchinha. Sentirem-se emocionalmente acolhidas, protegidas, amparadas por um porto seguro. Ser moleca de vez em quando e sem julgamentos. Transarem sem dia e hora para tal. Ter mais do que um parceiro, um grande amigo ao seu lado.

O mulherão existe e está mais próximo do que se imagina. Perdidas nas redes sociais, nos aplicativos de relacionamento, na roda de amigos, nos amigos dos amigos, colegas e ex-colegas. Deslocadas em uma sociedade cada vez mais de plástico que ignora o ser humano enquanto essência e valoriza o pseudo glamour. Se espremendo entre os mais diversos rótulos e padrões, futilidades e bizarrices alheias, alienações descabidas e comportamentos pueris.

Agora, afugenta-se o sujeito imaturo que, lá no fundo, ainda não saiu da barra da saia da mãe, o egocêntrico que não admite alguém que não o bajule, o inseguro que não vê espaço para o seu ciúme possessivo, o adolescente que não terá um saco de pancadas para descontar suas frustrações, o inferiorizado que projeta esse sentimento através da arrogância, o craque em auto-sabotagem que tem medo de ser feliz.

Não está faltando nem homens e nem mulheres no mercado, e o problema não está no Tinder e/ou nas redes sociais. A questão é que há muita nuvem negra pelo meio do caminho dificultando o sol de brilhar para todos. E no final, estes mesmos homens e mulheres continuam solteiros, perdidos por aí desejando encontrar o chinelo velho para o seu pé torto.

Quer um conselho? Dispa-se de suas maiores resistências e exercite a sua sensibilidade.

Por um mundo com menos mimimi e mais amor, por favor. A sociedade agradece. E o seu coração também.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista[:]

5 thoughts on “Mulherão: um nicho perdido na sociedade

    1. Oi Ricardo! Bem interessante a tua observação! Eu tenho duas dicas: agarre pela mão a dupla medo+insegurança (que é normal e natural) e leve consigo; e simplesmente seja a pessoa com quem tu gostarias de estar (observe as características citadas no texto e as tome como um norte para o seu próprio comportamento).
      Grande abraço!

  1. […] “E no final, estes mesmos homens e mulheres continuam solteiros, perdidos por aí desejando encontrar o chinelo velho para o seu pé torto”.

    Excelente tema, sem medo de ser feliz! Bjs.

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