Loading…

ANA CRUZ PSICANALISTA

“Tudo flui quando sentimos bem-estar mental. Aprenda que tudo é possível.” Fritz Perls – psicanalista
seja bem-vindo

Megalomania: eu sou o ‘cara’

Sabe aquela pessoa egoísta que se acha poderosa e se comporta como se fosse superior a tudo e todos? Pois bem, isto tem um nome: megalomania.

De acordo com o Dicionário Internacional de Psicanálise, a megalomania é um comportamento psíquico caracterizado por um desejo excessivo de poder, de glória e também por um sentimento ilusório ligado à crença na onipotência. Esta pode se exprimir, segundo uma modalidade psicopatológica, nos termos de um delírio de grandeza, leia-se, ‘eu posso, eu mereço, pois sou o cara’.

logo-megalomania-facebook“Pode-se compreender a megalomania como uma exacerbação do narcisismo do sujeito em relação com o Eu ideal. O narcisismo também funciona como um ponto de estrutura da psique no qual o megalomaníaco poderia constituir o seu clímax.” Marc Bonnet.

A megalomania é caracterizada por uma imagem do Eu ideal todo-poderoso, autossuficiente, imbatível. Sua gasolina é a onipotência. E sua engrenagem para funcionar é o Eu ideal. Nota: o Eu ideal consiste na ideia/percepção fantasiosa que se tem sobre si mesmo, e não correspondente ao Eu real – o verdadeiro Eu. No Eu ideal pode-se ser tudo aquilo que o Eu real não é.

#DicaDaTitia: a megalomania tem forte laço de amizade com a paranoia e também com o suicídio, sob a forma do ápice de um ser supremo.

Segundo o psicanalista Francisco Fernandes, a megalomania é o estabelecimento do complexo de superioridade na personalidade de alguém enquanto um mecanismo de defesa diante do seu sentimento de inferioridade. Basicamente, é uma conduta psíquica que pode ser utilizada por todo e qualquer sujeito quando este se depara com a angústia da frustração, do abandono, da perda e também da rejeição emocional-afetiva.

Facilmente encontra-se megalomaníacos em posições de destaque, como, por exemplo, executivos, empresários, políticos, policiais, advogados, figuras religiosas, e também nas relações sociais e amorosas. São pessoas que geralmente se utilizam de ostentação material e intelectual, onde toda e qualquer situação, por mais simples que seja, é vista como uma oportunidade de se enaltecer, ser o centro das atenções e obter algum ganho.

Logo, a fantasia megalomaníaca funciona como uma espécie de tentativa desesperada de reparação do Eu infantil fragilizado, danificado pela sensação de mutilação psíquica vivida junto aos seus referenciais de amor. Buracos afetivos construídos na fase da infância e que se solidificam com o passar do tempo. Um meio inconsciente de permanecer em um universo irreal onde ‘tudo posso’ expurgado para o mundo real por meios diversos, e muitas vezes, causando prejuízos aos demais.

Mas não esqueça, uma hora a casa cai. Afinal, não há atos sem consequências.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista[:]

4 thoughts on “Megalomania: eu sou o ‘cara’

  1. ….pelo visto tem muito “eu” fragilizado por aí não é? o pior, principalmente na política isso vai passando de pai para filho – de geração pra geração. É muita gente sem noção! precisamos dar um “viva” ao conhecimento e manter distancia desse tipo de personalidade. Grande abraço,

  2. Querida Ana, nada saudável uma pessoa com essa característica não é? O pior são as pessoas que gostam desse perfil. Bjs.

Deixe o seu comentário