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ANA CRUZ PSICANALISTA

“Tudo flui quando sentimos bem-estar mental. Aprenda que tudo é possível.” Fritz Perls – psicanalista
seja bem-vindo

Sociopatas

Se você deseja saber a diferença entre psicopatas e sociopatas, leia este texto.


Já escrevi aqui no blog sobre a psicopatia com o texto ‘Ele é um psicopata’ e agradeço a todos os meus leitores, pois este é o artigo mais lido e compartilhado até hoje.

Atendendo a pedidos decidi abordar a sociopatia. Muitos já me perguntaram qual a diferença entre estes dois transtornos. Na minha querida psicanálise trabalha-se com três estruturas clínicas: neurose, psicose e perversão. A sociopatia e a psicopatia são transtornos de personalidade irmãos, filhos da perversão, pautados por certa semelhança e também por características singulares.

sociopatas
Em linhas gerais ambos apresentam a essência da sua mãe: amoral, cruel e primitiva. São mestres na arte do teatro com direito a rios de lágrimas, da prática descabida da mentira, objetivam tirar proveito do outro de alguma forma, total ausência de culpa e remorsos, egoístas, prepotentes, vingativos, manipuladores, desrespeitam os desejos e sentimentos alheios, entre outros. É na prática e na vida que se percebe suas diferenciações, apesar de alguns especialistas alegarem o contrário, que psicopatia e sociopatia são sinônimos e que os fatores que apresento a seguir, na verdade, compreendem um único escopo. Bem, vou explicar a partir de determinadas características a fim de contribuir na compreensão.

Geralmente psicopatas são seres altamente frios e desprovidos de emoções. Já os sociopatas são portadores de reações emocionais como a impulsividade, alto grau de irritabilidade e agressividade. Psicopatas pensam antes de agir. Sociopatas primeiro agem para depois pensar. Psicopatas não apresentam a necessidade de atuar em grupo para alcançar seus objetivos em virtude do nível da sua megalomania. Sociopatas geralmente precisam da força do coletivo (gangues, delinquentes e grupos terroristas, por exemplo) para se sentirem fortalecidos. Psicopatas não sentem medo. Sociopatas, no fundo, são covardes e por isso a necessidade do grupo. Psicopatas são mais lineares em função da sua frieza. Sociopatas são mais explosivos e irresponsáveis. Psicopatas não estabelecem vínculos afetivos por muito tempo, trocam de ‘brinquedo’ assim que se cansam. Sociopatas são capazes de manter um relacionamento amoroso por um período um pouco mais prolongado diante da angústia de reafirmar para si mesmos que ‘são o cara’. Psicopatas são mais calculistas, previdentes e premeditados. Sociopatas são mais imprudentes, praticam a calúnia, omissão e distorção de fatos, tomam decisões de modo impensado sem cogitar as consequências. Psicopatas são capazes de terem filhos a fim de perpetuar a sua linhagem. Sociopatas são capazes de terem filhos enquanto moeda de troca e elemento concreto para chantagem emocional.

Aqui foi apenas um esboço para que você possa entender um pouco sobre o ser humano – o bicho mais complexo da natureza. Se você deseja mais informações sobre o tema sugiro a leitura do artigo (em inglês) ‘Diferenças entre Psicopatas e Sociopatas’ escrito pelo doutor John Grohol, especialista na área, fundador e CEO do Psych Central, aqui. 

O fato é que independente de psicopatia e/ou sociopatia é indiscutível os diversos prejuízos e danos que causam tanto para si e principalmente para os outros.

Grande abraço,
Ana Cruz – psicanalista

13 thoughts on “Sociopatas

  1. Olá!!! Gostaria de sua ajuda!!! Conheço uma pessoa que se enquadra na descrição de sociopata… e não estou sabendo lidar com ela.
    Preciso de orientação pois ela faa em suicídio.
    Meu e-mail: juliealvim@yahoo.com.br
    Por favor!

    1. Oi Juliene, de acordo com o teu relato, o melhor caminho é encontrar uma forma de encaminhar esta pessoa para ajuda profissional, pois somente uma pessoa com a devida qualificação técnica saberá como agir. Abraço!

  2. Ana Parabéns…adorei seu blog!
    Você aborda os temas de maneira que a gente entende.
    Sucesso.
    Beijos Fatima

  3. É bom conhecer algumas realidades. O texto reflete a ideia do filme “Precisamos falar sobre o Kevin”. Uma história comovente sobre um casal e seus filhos. Um deles, sociopata. Sobre os sentimentos que alimentamos e sobre tudo que diz respeito a “falta de atitude e comodismo”.

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