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ANA CRUZ PSICANALISTA

“Tudo flui quando sentimos bem-estar mental. Aprenda que tudo é possível.” Fritz Perls – psicanalista
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Setembro amarelo: vamos falar sobre suicídio

Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.
Um problema de saúde pública que vive atualmente a situação do tabu e do aumento de suas vítimas é o suicídio. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Tem sido um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas.

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Os transtornos mentais mais comumente associados ao suicídio são: depressão, transtorno do humor bipolar, dependência de álcool e de outras drogas psicoativas. Esquizofrenia e certas características de personalidade também são importantes fatores de risco. A situação de risco é agravada quando mais do que uma dessas condições combinam-se, como, por exemplo, depressão e alcoolismo; ou ainda, a coexistência de depressão, ansiedade e agitação. Não se trata de afirmar que todo suicídio relaciona-se a uma doença mental, nem que toda pessoa acometida por uma doença mental vá se suicidar, mas não se pode fugir da constatação de uma doença mental é um importante fator de risco para o suicídio. A causa de um suicídio (fator predisponente) em particular é invariavelmente mais complexa do que um acontecimento recente, como a perda do emprego ou um rompimento amoroso (fatores precipitantes). Condições sociais, por si só, também não explicam um suicídio. Pessoas que puseram fim à vida e que se encontravam numa dessas condições frequentemente tinham um transtorno mental subjacente, o que aumentou a vulnerabilidade ao suicídio. (Fonte: CVV)
Para o psicólogo Elídio Almeida, há 20 sinais que frequentemente são apresentados pelas pessoas que têm potencial para cometer o suicídio. Nessa lista, encontram-se fortes fatores importantes com relação a idade, sexo, sexualidade, saúde, família, bem estar, estado físico e fatores psicossociais:
1. Tentativa anterior de suicídio, com intenção real de morrer (não atrair atenção);
2. Ansiedade, depressão, alcolismo, quadro psicótico e estado de exaustão;
3. Tentativa premeditada e ativamente preparada;
4. Disponibilidade dos meios para o suicídio (recursos e métodos violentos e letais à disposição, como remédios, armas);
5. Preocupação com o efeito do suicídio sobre os membros da família;
6. Ideação suicida verbalizada aos parentes ou amigos;
7. Preparação de testamento, cenas de despedida ou planejamento do velório;
8. Acontecimento traumático próximo, como: luto, cirurgia iminente, término de relacionamento amoroso;
9. Casos de suicídio na família;
10. Mudança das condições de saúde ou estado físico: doença crônica, acidente com sequelas físicas;
11. Inicio ou término de tratamento com medicação psicotrópica;
12. Intoxicação por álcool ou outras drogas;
13. Sentimento de desesperança, pessimismo, sentimento de inferioridade constante, auto estima baixa, sentimento de culpa;
14. Melhora súbita do humor depressivo;
15. Família suicidogênica (facilita ou ignora os sinais e tentativas de suicídio);
16. Preocupação para evitar intervenção: como isolamento ou minimização do risco de descoberta;
17. Nenhuma ação para pedir socorro após alguma tentativa que não tenha levado à morte;
18. Pessoa com remorso por sobreviver da tentativa;
19. Idade, sexo e estado civil;
20.Conflitos ou insegurança com a sexualidade: homossexualidade, impotência sexual.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. Portanto, façamos cada um a nossa parte. Vamos falar sobre o suicídio. Imprimindo um olhar de maior sensibilidade junto ao outro e, não menos importante, a si mesmo, é possível reverter este quadro. #pensenisso

Grande abraço,
Ana Cruz – psicanalista

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