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PSICOTERAPEUTA ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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Pais e filhos: autoritário e autoridade

Se você não sabe a diferença entre eles, ou acredita que é tudo a mesma coisa, por favor, leia este texto.

Já é sabido que o processo educacional dos filhos é algo difícil, não possui cartilha e exige empenho contínuo dos pais. Um ciclo constante de aprendizado e ensinamento. No entanto, é notório que muitos pais estão perdendo o ponto do limite e praticam os excessos.
Aplica-se uma gama de projeções pessoais bem como reprodução de padrões junto aos seus rebentos que oscila entre o 8 ou 80. Ou o filho pode tudo o que quiser, pois ‘eu não pude nada’, ou o filho não pode nada, ‘afinal eu fui criado assim e sem questionar’. Nem um, nem outro, o maior desafio educacional é construir o caminho do meio, formar um ser pautado em valores claros, registrar ensinamentos positivos que se refletirão ao longo da vida.


Um artifício muito importante na educação dos filhos é uma palavra bem curtinha que faz uma grande diferença, o não. O não é estruturante do sujeito, isto é, elemento componente do desenvolvimento humano. Ausência do não traz sérias consequências atuais e futuras, transmitindo a mensagem de que aquele ser não possui limites para nada e pode tudo (absolutamente tudo) o que quiser. Em contrapartida, o não necessário deve ser bem utilizado a fim de desempenhar o seu papel. Não basta apenas vomitá-lo em cima do seu filho.
Içami Tiba, uma das maiores referências nacionais no quesito educação/pais/filhos, afirmava que “autoridade e carinho são apenas dois critérios diferentes: um refere-se ao afeto no relacionamento e o outro à posição de poder”.
O sujeito autoritário é intransigente, inflexível, impositivo, ditatorial; comumente agressivo. Pais autoritários imprimem estas características junto aos filhos na crença de que o seu papel é de poder sobre eles. São distantes, não aceitam serem questionados, apresentam certo grau de impaciência ao menor sinal de se quebrar as suas regras. A mensagem que passam é a do respeito pelo medo. E a conduta aplicada é opressão.
O sujeito de autoridade é bom ouvinte, flexível, resiliente, de postura firme. Pais de autoridade são participativos, praticam a comunicação, a paciência, exercem a ordem, a coerência e a construção dos laços baseada no afeto. A mensagem que passam é a do respeito pela admiração. E a conduta aplicada é disciplina.
Aos pais sugiro refletir friamente à seu respeito como um todo, sua personalidade, seu perfil comportamental, seu papel educacional. Reconhecer o que precisa mudar, ajustar e adequar e buscar auxílio de um profissional para tal é um ato de nobreza, e não fraqueza.

Grande abraço,
Ana Cruz – psicanalista

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