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PSICOTERAPEUTA ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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A banalização das relações amorosas

Vivemos em uma era onde dizer “eu te amo” para alguém se tornou tão vazio quanto um saco de batata, mas sem batata.

“Ele sabia que não tinha razão. Perigava perder a moça.  Pensou rápido, sacou um Eu te amo, atirou na direção dela. Deu certo!  Inimigo atingido em cheio! Vencida pela emoção, meio tonta pela surpresa, ela se rendeu. Primeiro round: moça na lona, moço 10!” Mônica El Bayeh – psicóloga

Heranças culturais da idealização do amor romântico aprendidos na infância através das histórias de príncipes e princesas ainda possuem um arquivo ativo no subconsciente do ser humano contemporâneo, base do seu comportamento disfuncional. Sendo assim, há uma fraqueza coletiva que consiste na grande necessidade da gratificação imediata, somada a ausência de educação afetiva que coloca o sujeito na posição de exigir retribuição do outro quando ele acredita que fez algo bom. Uma crença infantil baseada em um pseudo senso de justiça.

No entanto, a realidade nos mostra que é inquestionável a pobreza dos relacionamentos. Vazias de afeto, acabam resultando em ciclos repetitivos de desconexões. Tentativas frustradas de encaixar suas fantasias em um contexto que não condiz, destruindo a si mesmo e o outro. Ninguém relaxa de verdade, pelo contrário, há uma contínua tensão no ar que respinga através da ansiedade, raiva, vingança e intolerância.

A banalização das relações amorosas acontece no momento em que a sua logística de funcionamento é recheada de posse, apego, dependência emocional e disputa de poder. Um verdadeiro jogo de imposição de vontades e projeções das mais diversas fragilidades emocionais, terceirizando a felicidade e a prosperidade pessoal. E tudo isto encontra-se implícito no oco e desabitado “eu te amo”.

Lembre-se sempre das palavras de Osho: o seu relacionamento com os outros é apenas um espelho de como você se relaciona com você mesmo. Então, antes de começar a dar o seu texto megalomaníaco sobre o seu relacionamento amoroso, analise friamente a sua relação principal: você com você mesmo.

O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. O amor é outra coisa. Mas só as pessoas emocionalmente maduras entenderão.

Grande abraço,
Ana Cruz – psicanalista

2 thoughts on “A banalização das relações amorosas

  1. Como sempre uma boa dica de leitura! sem falar nesse detalhe [..] um saco de batata, mas sem batata [rs] Abraços,

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