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THERAPIST ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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Amor ou delírio?

“Já falei muitas vezes que confundimos sentimentos com realidade ou fantasias com sentimentos e que minha perspectiva de amor não é de um sentimento, mas uma postura e uma ação. 

Muitas pessoas sofrem em suas vidas amorosas e até pessoais porque acreditam que guardam um sentimento nobre dentro de si que os outros não reconhecem. Gostariam que as pessoas reconhecessem a sua essência, no entanto, se esquecem que nenhuma essência existe se não for materializada. Um bom pensamento só se completa na concretização dele por formas diretas ou indiretas. Pensar algo bom de alguém sem expressar é só parte de uma realidade do próprio pensador, nada mais. Se você gosta do seu planeta e torce para que ele sobreviva não basta o pensamento, mas uma ação engajada na vida pessoal para que ele seja realmente habitável.

Se quero o bem de uma pessoa preciso criar uma ação concreta para beneficiar e trazer felicidade a vida dela. Sem isso será apenas um desejo bonitinho que garante que o desejador se sinta uma boa pessoa por sentir bons desejos.

amor (1)

O amor, dentro dessa perspectiva é uma conexão palpável de duas pessoas. Como se fosse um ciclo que se completa. O amor solitário, platônico ou bem intencionado é como uma chave sem a fechadura correta, não abre portas ou cria realidades. É estéril para a pessoa amada, produtiva apenas para a pessoa que ama, ou seja, um passatempo emocional divertido e cheio de projeção grandiosas e entusiasmadas, mas improdutivo. Muitas coisas que as pessoas chamam de amor é muito mais uma obsessão ruminante em suas mentes, como alguém viciado em imaginação do que algo que realmente movimenta a vida.

Por isso insisto na ideia de delírio de algo que se fecha só em si, sem comunicação com o mundo real. Esse delírio acontece em relacionamentos que existem concretamente onde uma só pessoa rema pelos dois e a infelicidade é notória, ninguém cresce de fato, apenas simula amor para não assumir sua parte no naufrágio.

Quantas pessoas você conhece que dizem amar pelas duas pessoas como se isso fosse nobre ou valioso. Na forma como vejo o amor maduro a reciprocidade é necessária não enquanto uma carência juvenil, mas enquanto um circuito elétrico que se fecha para que a eletricidade corra e crie ação e felicidade.”

Este texto é da autoria de Frederico Mattos: psicólogo clínico há 10 anos e autor dos livros “Mães que amam demais”e “Por que fazemos o mal? Transformando a sombra da personalidade”.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista[:]