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Amor da minha vida!

Amor da minha vida!

Gente que encontra o ‘amor da sua vida’ umas 10 vezes por ano com direito a ‘eu te amo’ para cada um deles e acredita piamente que sim. Só que não. Isso não é amor, tem outro nome. Leia e descubra.

É notável o número crescente de pessoas, em especial mulheres, que fizeram do encontro com a sua alma gêmea uma saga desesperada onde nem o pobre do He-Man poderá tomar alguma providência. Jogam-se no primeiro grupo de sorrisos, simpatia, bom papo, charme que um sujeito qualquer demonstrar. Sim, você apenas acha que tem “critérios de seleção de um bom parceiro”, mas na verdade o único critério que existe é tapar de qualquer jeito um enorme buraco emocional que se carrega.

O grande vilão desta história chama-se alta carência afetiva muito mal resolvida. É ele que te impede de enxergar as pessoas e sinais da vida com maior clareza e racionalidade, te levando a dar uma espécie de truque em si mesmo, criando uma ilusão de ótica emocional onde prevalece a necessidade cavalar de ter alguém ‘para chamar de seu’ e preencher toda aquela sua fantasia medíocre de um conto de fadas que na real não existe.

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É comum perceber que pessoas com este perfil de carência, apesar de ter lá os seus 30, 40 anos, na verdade ainda não cresceram, continuam presas na fase infantil, à espera daquele modelo de amor que recebeu ou faltou em casa. Não, isto não é uma regra, há diversas particularidades que compreendem cada indivíduo, no entanto, já falei aqui no blog sobre como este quadro pode se desenvolver no texto “O pai também hein! “(Dica: leia o segundo parágrafo logo após a imagem do texto).

Muitas relações amorosas funcionam como palco para tentativas sempre frustradas de solução dos problemas familiares de cada um dos parceiros. Tais relacionamentos costumam ser os mais difíceis de serem rompidos.” Lucas Nápoli – psicólogo e psicanalista.

Meus queridos leitores, titia Ana Cruz vai relembrar algo bem importante, o nosso psiquismo não diferencia o real do imaginário, lá tudo tem força de realidade, logo, está na hora de aprender a questionar suas fantasias e impulsos, e isto só acontece quando você perde o medo, dá um tapa na sua zona de conforto e resolve procurar um profissional para te ajudar a mergulhar fundo em si mesmo, olhar para o seu buraco, desmantelar essas idealizações e encontrar o seu ponto de equilíbrio.

Lembre-se de que o inconsciente não tem segredos que o comportamento não releve.

E você, seguirá com o velho ciclo de caça ao próximo ‘amor da sua vida’ até quando?

Pense nisso. E busque um psicanalista. Sua felicidade quer entrar, mas para isso é necessário que você permita.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista

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