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ANA CRUZ PSICANALISTA

“Tudo flui quando sentimos bem-estar mental. Aprenda que tudo é possível.” Fritz Perls – psicanalista
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Paranoia, sua linda!

A personalidade paranoica prevê ou teme ser explorada, enganada, maltratada, desconfia constantemente de perigos ocultos ou de ameaças, não interessando de onde venha.

O que é paranoia: segundo o clássico Dicionário Internacional de Psicanálise, a paranoia é uma psicose circunscrita em uma parte alucinatória da personalidade que pode permanecer bem delimitada ou sistematizada e sem degradação da mesma. Ela pode ser ativada em estados regressivos caracterizada por um aumento de vulnerabilidade. A personalidade paranoica distingue-se por uma desconfiança visceral, temperamento hostil, propensão a sentir-se desprezado, agredido e/ou perseguido, espírito vingativo e coleção de queixas e ressentimentos. Trata-se, basicamente, de um delírio interpretativo que evolui de maneira progressiva com perfeita lógica aparente e sem enfraquecimento intelectual. A paranoia também é considerada um mecanismo de defesa diante de uma intolerância generalizada. Para Freud, considera-se ainda como um mecanismo de projeção, sendo a representação inconciliável com o Eu, projetando o seu conteúdo no mundo externo: através da projeção, o paranoico defende-se contra pulsões inaceitáveis, em especial, o ódio e agressão.

Paranoia psicanálise ana cruz

Características da personalidade paranoica: o sujeito paranoico apresenta desconfiança em relação aos outros em geral (família, colegas, companheiro, etc) acreditando que todos têm más intenções para com ele; tem pesadelos frequentes; é extremamente ciumento, pois acredita que é ou poderá ser traído a qualquer momento e assim para “defender sua honra ”torna-se extremamente controlador; é significativamente rancoroso e “não perdoa fácil”;possui poucos ou nenhum amigo, pois acredita que ninguém lhe será leal e que a qualquer momento um amigo pode tornar-se um inimigo; preocupa-se excessivamente com situações que lhe provoquem dúvidas; detesta sentir-se exposto de alguma forma; irrita-se com grande facilidade, explodindo para dentro ou para fora; sente grande prazer diante do sentimento de poder; apresenta elevado amor-próprio e superestimação de si mesmo que pode chegar à megalomania – essa elevada ideia de si pode servir como uma reação compensatória para sentimentos inconscientes de insuficiência e inferioridade.

“Pode-se discernir processos paranoicos em diversas seitas e ideologias, com a desvalorização e a perseguição daqueles que parecem opor-se ao seu sistema de crença caracterizado por forte investimento narcísico.” Harold P. Blum

É importante ressaltar que: na personalidade paranoica há perda do controle voluntário dos pensamentos, emoções e impulsos. Diminui-se consideravelmente a capacidade de se diferenciar a realidade de experiências subjetivas, isto é, fantasias são aceitas (e sustentadas) como verdade. E em diversos casos, estes traços de personalidade são provenientes de identificações seletivas inconscientes com pais paranoicos; por uma homossexualidade altamente negada e recalcada; uso abusivo de álcool e/ou drogas; entre outros. Indiscutivelmente são pessoas infelizes e limitadas.

É possível tratar? A personalidade paranoica é muito complexa. Lacan disse: “a constituição paranoica é caracterizada por uma superestimação da desconfiança, falsidade de julgamento e problemas de adaptação social.” Ou seja, estabelecer a aliança terapêutica necessária para o desenvolvimento do processo é algo desafiador. Mesmo que a pessoa inicie um tratamento por “livre e espontânea pressão” de entes queridos, por exemplo, em algum momento ela irá sabotá-lo. Sim, é bem difícil, beirando o impossível, conviver com alguém paranoico. E só ela não percebe isto, fechando-se cada vez mais no seu mundinho delirante, morrendo aos poucos sufocado pela sua própria loucura solitária.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista

4 thoughts on “Paranoia, sua linda!

  1. Concordo com você Ana no que disse sobre o comentário do Caco. Não vi em nenhum momento contradições entre o que disse e o que dizem as teorias dos temas.
    Gostei e obrigada pela contribuição.

  2. Olha seu texto sobre a paranóia está um tanto perigoso e equivocado para alguém que se diz psicanalista veja que você cita diversos sintomas quase que como em um manual de psiquiatra dando pouco ou nada de respaldo teórico, ainda se utiliza de termos da psiquiatria mais conservadora possível do DSM 5 e do CID 10 personalidade paranóica é um deles, ao citar freud você não faz diferenciação entre a paranóia e a psicose, que está presente no caso schreber deixando a citação do freud completamente vaga, fora que Freud aponta a paranóia como oriunda da repressão sexual, no caso da repressão do desejo homossexual, enfim você faz um apanhado de clichês e cai pra sintomática da psiquiatria mais organicista e da psicológica comportamental recomendo que leia o caso schrebrer e para melhor aprofundamento antes de ler o lacan leia o livro do contardo caligaris clínica diferencial das psicoses, enfim perigoso suas afirmações pois quem entra aqui acha que está lendo psicanálise porém não está e tem grandes contradições com a teoria de freud e dos pôs freudianos, mais atenção nos estudos!

    1. Oi Caco! Após ler o teu comentário sobre um outro texto meu em um grupo do facebook, somado a este, ambos transpondo agressividade, arrogância e necessidade de afirmação da tua verdade enquanto a verdade universal, sugiro que se questione porque tu te sentiste tão incomodado com as minhas afirmações.

      Abraço!

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