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Aquele abraço!

Aquele abraço!

Identificar, entender, aceitar e transformar. Ou não.

O ser humano e a arte de complicar o simples. ‘Sucesso’ pra você:

Transformação: transição psíquica envolvendo regressão e temporária “perda da condição do ego”. Dicionário Crítico de Análise Junguiana
Transformação: transição psíquica envolvendo regressão e temporária “perda da condição do ego”, a fim de levar à consciência e preencher uma necessidade psicológica até então não reconhecida. Em conseqüência, a pessoa se torna mais completa. Dicionário Crítico de Análise Junguiana

que dorme e acorda agarrado na sua falta de coragem de tomar aquela atitude que você sabe muito bem qual é, porém está aguardando a chegada do fantasminha camarada para te empurrar para frente. Só um aviso, ele não vem tá? Logo, a sua vida continuará passando e tudo continuará exatamente como está. A questão é que, dependendo do que for, a tendência é piorar. Ah, só mais um aviso, todos nós somos portadores de uma louca chama Angústia que adora fazer expedições pelas cavernas emocionais para se instalar, florescer, crescer;

que prefere se sufocar no fundo do poço com o seu orgulho, a ser humilde por considerar um gesto de fraqueza;

que opta, na sua vida adulta infeliz, por continuar sendo aquela criança birrenta e egoísta,  que grita o carro-chefe da inveja nos seus próprios pensamentos quando se depara com algo que o desagrada aqui, no mundo real: “você tem (ou é) fatores que eu admiro e gostaria de ter (ou ser) e é feliz, logo, é melhor do que eu. Não aceito, não admito e não quero que você seja feliz já que eu não sou. Quero te destruir, pois se eu não sou feliz, ninguém será”;

que na verdade, não sofre de patologia ou distúrbio algum, porém busca se justificar dessa forma porque não consegue admitir (para si mesmo, é claro) que é um simples ser humano e assim como tal, tem problemas, só isso.

Já disse e repito, nem tudo na vida é uma questão de transtorno ou doença, e sim aquela semvergonhice aguda que brota reto e direto lá da zona de conforto, nos levando a acumular lixos emocionais que, como lixos, são desnecessários e devem ser jogados fora. E daí se você não consegue enxergar isto em si mesmo sozinho?! E daí se você precisa de ajuda de um profissional para, digamos, ‘abrir passagem’ para a sua libido voltar a circular de modo mais equilibrado e menos prejudicial?!

Então, pare de se azedar. Simplesmente faça as pazes consigo mesmo, jogue no seu próprio time e não contra, e pare também de choramingar para todos na sua volta que nada presta, nada funciona, nada isso, nada aquilo, mimimi, na sua tão ‘desgraçada’ e confortável vida com a geladeira cheia de guloseimas, um belo ar condicionado, viagens sei lá pra onde e almoços no shopping.

O mundo é muito maior que o seu umbigo. E é você que precisa se adaptar a ele, e não ele a você. Para todo fim, um recomeço.

Aquele abraço!

Ana Cruz – psicanalista[:]

2 Replies to “Aquele abraço!”

  1. Bom, não sei se já postei porque a minha internet travou. Lá vou eu outra vez… Gostei do gaspazinho! esse já se aposentou. Sendo assim, cabe aqui aquela palavrinha linda e mágica do dicionário “Atitude”. Vamos trabalhar! Abs,

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