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THERAPIST ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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Especial dia da mulher

A liberdade da mulher contemporânea e o desejo de não ter filhos.


O oito de março simboliza uma luta feminina em uma sociedade predominamente masculina em busca de vez, voz e espaço. Uma luta que, na verdade, é diária em diferentes aspectos. Sim, ainda há um longo caminho pela frente como, por exemplo, firmar o respeito pelo direito da mulher de não querer ser mãe.

MINI-1960Em pleno 2016 a mulher tem espaço político, é chefe de família, no entanto, ainda que implicitamente, é cobrada enquanto uma ‘obrigação’ desfrutar da maternidade, e ‘só assim, será uma mulher completa’. Será?
Se persiste a glamurização em torno do papel materno e se condena a negação ao mesmo. Grita-se aos quatro cantos o ideal de comercial de margarina onde tudo é lindo, perfeito e maravilhoso. Faz-se as vias de Superego ao julgar e sentenciar que é feio e proibido não ser mãe. Inclusive recentemente houve uma grande polêmica nas redes sociais junto a uma moça chamada Juliana que admitiu publicamente não gostar de ser mãe, apesar de amar seus filhos. Mais um pouco a colocariam em praça pública para apedrejamento.
Por mais chato que pareça é necessário repetir que a nossa sociedade atual é sim pautada por distorções e também ausência de valores, incluindo-se a questão da maternidade. Filhos foram transformados em tapa buraco, amarração de marido, salário garantido (pensão alimentícia), instrumentos de vingança, birras infantis, e por aí vai.
A luta da mulher continua e é incansável. Atire a primeira pedra aquela que nunca ouviu a clássica pergunta: “e aí, quando você vai ser mãe?”. Preste atenção nesta afirmativa, não se questiona se ela deseja ser, e sim, quando será. Resquíscios de um velho padrão familiar – mamãe, papai e filhinhos.
Nascemos egoístas e ao longo da vida é necessário manter uma certa dose deste fator para fins de sobrevivência e autopreservação, simples. E daí se o fato de não querer ter filhos seja interpretado como um ato egoísta? E daí se uma mulher sustentar a sua verdade em ter um companheiro, bichos de estimação e assim considerar família?
Por um mundo com menos apontamentos para o outro e mais cuidados com a sua própria vida.

Grande abraço,

Ana Cruz – psicanalista

6 thoughts on “Especial dia da mulher

  1. Muito bom quem dera pudéssemos ter uma maioria com essa visão, não teríamos, tantos
    abandono de criança ou recém-nascido.

  2. Como sempre uma excelente mensagem! […] tem muita gente precisando aprender a falar: Não quero “sem medo” de ser feliz. Não é? Um abração bem grandão pra você!

  3. Ana, adoro seu Blog. Lendo esse post, me peguei pensando no outro lado, enquanto mãe, psicóloga, profissional, vejo também o julgamento sobre ser desejar ser mãe. E a carreira?? Você já fez tudo que podia por ela? E quando você ocorrer de você atrasar por que tem filho? E quando estiver de atestado? E quando os planos profissionais são deixados em segundo plano? Ser ou não ser mãe, é um constante julgamento que nós mulheres vivenciamos.
    Respeito o desejo de não ser mãe, é muito melhor não o ser, a fingir ser algo por cobranças sociais. Mas e o respeito a quem realmente deseja ser??? Já observou isso em seu dia a dia??

    1. Oi Danieli! Muito obrigada pelo carinho, fico super feliz! Muito interessante a tua reflexão. Neste texto abordei um lado da questão maternidade – o de não desejar. No entanto também há a perspectiva de quem deseja ser mãe e ao meu ver ainda é algo em construção. Ainda que exista, por exemplo, a licença maternidade, na prática de mercado, ainda vejo algo discriminatório que gera falta de respeito. Concordo plenamente contigo, ser ou não ser mãe é algo em constante julgamento e nós mulheres, independente dos nossos desejos, ainda temos muito respeito para se conquistar. Grande abraço!

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