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THERAPIST ANA CRUZ

“O conhecimento de qualquer tipo causa uma mudança na consciência de onde é possível criar novas realidades." Deepak Chopra
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A ditadura da felicidade

Por todos os lados há inúmeras tentativas de se impor a tal felicidade. Um caráter que beira a obrigação de sorrisos permanentes, positividade infinita e alegria constante. Implicitamente é proibido se entristecer. Chorar só se for de… felicidade. E todo aquele que não se enquadra neste padrão tem algum ‘problema’ (a medicalização da vida).
Uma outra palavra que entra nessa ciranda cirandinha é sucesso. Antes que alguém se manifeste, sim eu falo em felicidade e sucesso nas minhas redes sociais, no entanto, o grande diferencial está na composição destes fatores.
O bombardeio de felicidade e sucesso são associados a TER. Ter um companheiro, ter uma família de comercial de tv, ter um bom carro, ter uma atividade profissional que proporcione muito dinheiro, ter um corpo perfeito, ter o que mostrar nas redes sociais.
O que eu publico e defendo, é o que eu acredito (e vivencio): SER.


A base da felicidade e do sucesso está no conteúdo, sabedoria e inteligência emocional. É feliz aquele que possui ou desenvolve a capacidade de administrar suas frustrações e seus conflitos, de gerenciar seus problemas e dificuldades, que possui clareza para discernir sobre limites. Que aceita e se permite chorar e sentir a tristeza.
Quanto mais você se conhece, quanto mais você desenvolve o seu ser como um todo, quanto mais identifica, analisa e transforma os seus pontos escuros, quanto mais você se dissolve e se reconstrói, quanto mais se aceita, mais feliz você É. Assim, sucesso é deitar a cabeça no travesseiro com consciência tranquila para consigo mesmo diante do empenho da sua própria melhoria.
Pessoas ressentidas, vingativas, invejosas são exemplos de ausência de felicidade, pois há limitações ao desprazer bem como a fixação no outro ao invés de olhar para si. Pessoas excessivamente carentes e emocionalmente dependentes também são infelizes porque vivem mundinhos fantasiosos onde o que prevalece é uma busca incansável de manter o outro no compromisso de se adaptar às suas necessidades, alimentando ciclos viciosos.
É perfeitamente compreensível que atualmente exista mais de 350 milhões de pessoas ao redor do mundo sofrendo de depressão e que acontece cerca de 1 milhão de suicídios por ano. Afinal, a ditadura da felicidade pressiona expectativas irreais. Fama e sucesso se tornam sinônimos. Valores são distorcidos. Estamos na sociedade do consumo onde o objetivo é ter (e mostrar) e se você não tem, então você não é nada.
Sucesso é ser feliz com o que se é. E fim de papo.

Grande abraço,
Ana Cruz – psicanalista

2 thoughts on “A ditadura da felicidade

  1. […] “A base da felicidade e do sucesso está no conteúdo, sabedoria e inteligência emocional. É feliz aquele que possui ou desenvolve a capacidade de administrar suas frustrações e seus conflitos, de gerenciar seus problemas e dificuldades, que possui clareza para discernir sobre limites. Que aceita e se permite chorar e sentir a tristeza”.

    Ana, lindo texto! penso que a felicidade independe da situação! depende muito mais do nosso autoconhecimento.

    Como o próprio texto explica, está vinculado a uma inteligência emocional e por isso, deve exigir de todos nós mais maturidade e reconhecimento de limites. Não por acaso, lembrei de uma frase “qual a sua responsabilidade na desordem de seus problemas ou infelicidade”. Sendo assim, aos poucos despertamos para simplicidade, entendendo que, “menos é mais”.

    À exemplo de um momento feliz, nada que um pão de queijo e um cafezinho expresso não deixe um toque de realização e felicidade! Nesse momento em São Paulo 16 graus – mas na padaria, 22. Tudo de bom! Sinta-se convidada!

    Sucesso! Abraço,

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